|
Por Paulo Sérgio Fúria de
Souza
Equipamento de Fotografia Digital
Quando falamos em fotografia digital, a primeira
dúvida que nos vem à cabeça é: “Qual equipamento é o
ideal para mim?”, já que no mercado existem “n”
modelos com “n” características.
Vamos, então, tentar esclarecer, pelo menos em alguns
detalhes, essa “dúvida cruel”. Para facilitar nosso
diagnóstico, vamos trabalhar em cima de um pequeno
questionário.
1) Para quê vou utilizar o equipamento?
Essa questão talvez seja a mais crucial, pois
dependendo do destino da câmera, já de saída teremos
um bom leque de escolha. Se vamos utilizar para tirar
“retrato” de festas, encontros de turma, férias da
família, passeios, etc., o melhor equipamento é aquele
que é pequeno e de baixo custo (não quer dizer baixa
qualidade!). Para utilização do equipamento sem muita
preocupação com sua conservação, no sentido de que
iremos utilizar em ambientes “hostis” para
equipamentos eletrônicos (água salgada e areia na
praia, refrigerantes e doces em festas, gordura nas
mãos nos churrascos...), nossos alvos serão as câmeras
compactas, também chamadas de “point & shoot”, pois a
única coisa que temos que fazer é enquadrar o assunto
e apertar o botão do disparador. Esse tipo de câmera
também pode ser utilizado no consultório para se fazer
imagens não muito críticas, principalmente com relação
à iluminação. Podemos utilizá-las para fazer fotos de
rosto, de frente ou perfil; fotos dos dentes
anteriores para comparações de “antes e depois” de
clareamentos, tratamentos estéticos, etc.; fotos de
lesões em locais de fácil acesso, como lábios, terço
anterior da língua. É verdade, que com um pouco de
técnica e aproveitamento de luz, essas máquinas podem
ser utilizadas para fotos clínicas intrabucais, mas
não seriam as de escolha para esse tipo de
documentação.
Partindo agora para uma utilização mais
“profissional”, as câmeras de escolha são as reflex. A
principal vantagem desse tipo de equipamento é o
intercâmbio de lentes, pois podemos utilizar desde
lentes ditas “normais”, como por exemplo, uma 50 mm,
até lentes macro, teleobjetivas e grande-angulares.
Cada uma pode responder a uma necessidade no
consultório (ou fora dele). Por serem equipamentos
mais sofisticados, pedem uma manutenção mais
cuidadosa, principalmente na troca do conjunto óptico,
pois é nessa hora que impurezas podem entrar no corpo
da máquina e atrapalhar as imagens, além de poder
danificar o mecanismo da mesma. Além disso, a
qualidade do equipamento, principalmente no que diz
respeito às lentes é muito superior.
2) Qual a melhor resolução?
A quantidade de megapixels sempre confunde nossa
cabeça. Para se fazer uma impressão decente, com
qualidade de foto, para uma ampliação em papel no
tamanho 10x15cm (a mais comum), não é necessário mais
que 2 megapixels. Com 3 megapixels, a foto (se bem
tirada e enquadrada) fica nítida e sem perda de
qualidade até uma impressão 13x21cm, o que,
convenhamos, será muito raro para casos clínicos e
documentação no consultório.
Hoje, a tecnologia tem nos oferecido equipamentos a
preços razoáveis na faixa de 7 a 8 megapixels nas
câmeras compactas. Com essa resolução poderemos fazer
uma ampliação em papel com qualidade de foto no
tamanho de 25x30cm!
O que temos que ter em mente é que quanto maior a
resolução da imagem, maior será o tamanho do arquivo
que a contém. Portanto se você tem uma máquina de 10
Megapixels na resolução máxima, vai ter que ter um
meio de armazenamento, geralmente cartões de memória,
com boa capacidade, ou ter vários cartões à
disposição, para evitar que naquele “momento especial”
fique sem espaço para fotografá-lo.
3) Quais os recursos de que preciso?
Nesse quesito, o principal apelo, principalmente no
segmento das compactas, é a quantidade de zoom que a
máquina pode proporcionar. Sempre considere o zoom
óptico. O zoom digital é um recurso que “engana” a
limitação das lentes dessas máquinas. Funciona da
seguinte forma:
Após chegar ao zoom óptico máximo, que é a capacidade
que o conjunto de lentes tem de aproximar e ampliar o
objeto entra em funcionamento o software de
gerenciamento de imagens da máquina. Para “ampliar”
ainda mais a imagem, esse programa aumenta o espaço
entre os pixels sem aumentar a quantidade, ou seja,
afasta cada um dos pontos que forma a imagem
aumentando o espaço vazio entre eles. O resultado será
sempre uma imagem desfocada e sem nitidez quando
ampliada em qualquer tipo de mídia, seja papel,
monitor, projetor, TV, etc.
Nas máquinas reflex não existe esse tipo de problema,
pois o zoom é determinado pela lente que se usa, não
havendo a “enganação” do software, pelo menos na hora
da foto.
Esses são, em linhas gerais, os primeiros aspectos a
serem considerados na compra de um equipamento
fotográfico digital. Existem muitos outros aspectos a
serem considerados, dependendo das necessidades e
“intimidade” da pessoa que vai fotografar. E o mais
importante, qualquer que seja o equipamento utilizado,
com qualquer quantidade de recursos, nada substitui a
sensibilidade e a visão do fotógrafo para se compor
uma imagem e obter resultados positivos. |